Antes de contratar

Como escolher um fornecedor de software e IA: 12 perguntas.

Peça para ver funcionando com dados no formato dos seus, entenda onde ficam os dados, quem é dono do código e como é a saída. Um bom fornecedor entrega por etapas, deixa tudo escrito em contrato e diz quando o projeto não faz sentido.

Atualizado em Leitura de 3 min4 fontes citadas

As 12 perguntas

  1. Posso ver funcionando antes de contratar? Com dados fictícios no formato dos meus, não com uma apresentação genérica.
  2. Onde ficam os dados, e quem acessa? Servidor, país, empresa de hospedagem, perfis de acesso.
  3. O código e os dados são meus? A lei do software (Lei 9.609/1998) trata da titularidade; deixe a propriedade escrita no contrato.
  4. Como é a saída? Formato da exportação, prazo, custo e ajuda na transição.
  5. Quem é o operador pela LGPD? O contrato diz o que o fornecedor pode fazer com os dados (arts. 37 a 39).
  6. A IA usa os meus dados para treinar algo? A resposta precisa estar por escrito.
  7. Qual é o teto de gasto com uso de modelos de IA? E o que acontece quando ele se aproxima?
  8. Como são as entregas? Etapas, prazos, critério de aceite de cada uma.
  9. Quem dá suporte, em que prazo? Canais, horários, prazos de resposta no contrato.
  10. Como são as cópias de segurança? Frequência, onde ficam e quando foi o último teste de restauração.
  11. Como é o acesso? Segundo fator para perfis administrativos e registro de cada acesso.
  12. E se o fornecedor deixar de existir? Código-fonte entregue ou em depósito, documentação e dados exportáveis.

Sinais de alerta

  • Promessa de «uma IA que faz tudo», sem processo definido.
  • Recusa em mostrar funcionando antes do contrato.
  • Contrato sem cláusula de saída, ou com exportação de dados cobrada à parte sem limite.
  • Nenhuma palavra sobre LGPD, cópias ou segundo fator.
  • Cobrança por uso de IA sem teto nem relatório.
  • Projeto inteiro de uma vez, com a primeira entrega só no fim.

O que o contrato deve ter

  • Escopo por etapa e critério de aceite.
  • Prazos de suporte e de correção.
  • Confidencialidade e acordo de tratamento de dados (LGPD).
  • Propriedade do código e dos dados.
  • Saída: exportação, devolução e apagamento.
  • Segurança mínima: cópias, acesso, registro, comunicação de incidentes.

Perguntas frequentes

Fornecedor grande ou pequeno?

O tamanho importa menos do que as respostas às 12 perguntas. Um fornecedor grande pode ser a escolha certa quando a política interna exige; um pequeno costuma ser mais próximo da operação. Nos dois casos, peça saída limpa por escrito.

Software pronto ou sob medida?

Pronto, quando o processo é igual ao de muitas empresas e o produto atende bem. Sob medida, quando o processo é o que diferencia a empresa ou quando os prontos obrigam a equipe a trabalhar contra o sistema. Muitas vezes a resposta é integrar os dois.

O que é depósito de código-fonte?

É deixar uma cópia atualizada do código com um terceiro, liberada ao cliente se o fornecedor deixar de atender. Entregar o código ao próprio cliente resolve a mesma questão.

Fontes e atualizações

  1. Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Planalto: www.planalto.gov.br
  2. Lei nº 9.609/1998, proteção do programa de computador, Planalto: www.planalto.gov.br
  3. ISO/IEC 27001:2022: sistema de gestão da segurança da informação: www.iso.org
  4. CERT.br: Cartilha de Segurança para Internet: cartilha.cert.br

Fontes consultadas em 7 de novembro de 2026. Atualizações: 7 de novembro de 2026, primeira versão. Texto da equipe Kuca | Tech; não substitui parecer jurídico, contábil ou técnico para o seu caso.

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